A robótica educacional é aplicada em muitos colégios particulares e algumas redes públicas como instrumentos de auxilio na educação. Durante alguns anos da minha formação tive a oportunidade de conhecer de perto essa atividade que estimula os alunos a sempre buscar mais conhecimento.

O principal objetivo aqui é promover estudos de conceitos multidisciplinares. As formas de aplicação em aula variam, mas a essência está em fazer o aluno refletir sobre um problema, estudá-lo e propor soluções. Nesse segmento existe no Brasil a empresa ZOOM que representa com exclusividade a LEGO® Education e juntos desenvolvem soluções de aprendizagem. Essas soluções são compostas por kits LEGO Education e fascículos educacionais.
Esse programa que a LEGO Education propicia é muito interessante, pois o aluno não se limita a construção de modelos. Ao projetar, construir, programar e operar protótipos tecnológicos, ele está se apropriando de alguns conceitos científicos e conhecimento para elaborar pesquisas e aplicá-las nas diferentes áreas de estudo.

A FIRST, uma empresa estadunidense especializada do segmento, criou diversas competições para que o que fosse criado dentro das escolas pudesse ser colocado em prática em eventos como o FLL e o FRC.
O FLL – FIRST LEGO League – foi criado nos EUA em 1998. Essa competição mundial, da qual hoje participam 56 países com 14.725 equipes, propõe inspirar jovens de 9 a 14 anos a serem líderes na área da ciência e tecnologia, abrindo uma nova perspectiva de carreira. As escolas inscrevem suas equipes e participam usando o kit educacional da LEGO. A competição não consiste apenas em apresentar o robô, mas de resolver problemas na mesa de competição com eficiência, além de realizar um projeto escrito e apresentá-lo. O projeto inspira os jovens a colocarem a tecnologia a serviço da sociedade, além de desenvolverem habilidades como a auto-confiança, a comunicação e a liderança.
O FRC – FIRST Robotics Competition – é uma competição apropriada para alunos mais velhos em que não se usa o kit LEGO, os alunos devem criar um robô com peças e design próprios. Essa competição aproxima ainda mais os jovens das áreas científicas e tecnológicas, já que eles aprendem a trabalhar com softwares e hardwares sofisticados, e podem contar com a ajuda de profissionais da área, como engenheiros e programadores. Hoje, existem outras competições com este mesmo perfil, como a Junior FIRST LEGO League (para crianças de 4 a 8 anos) e a FIRST Tech Challenge (para adolescentes de 14 a 18 anos). Em todas elas são transmitidos e incentivados os valores fundamentais das competições: o trabalho em equipe, espírito desportista, aprendizado contínuo e envolvimento com a comunidade.
Para saber mais sobre os desafios e como são realizados no Brasil, acesse este link.
~ Felipe Galante