A escrita em seu estado mais puro

Jornalistas, blogueiros, escritores. Sozinhos com seu pensamento.

Antes, olhávamos para o bloquinho de folhas em branco, com um lápis ou caneta em punho. Hoje, temos o computador, cheio de informações pulando a todo o tempo para tirar nossa atenção.

E se a gente pudesse voltar um pouco, para a tranquilidade do papel em branco, mas com a ferramenta do computador? Alguém, em uma agência mundo afora, pensou nisso. O resultado foi o Ommwriter, um editor de texto que traz a metáfora do papel para o desktop. Simples assim.

Imagine uma paisagem “branca”, um cenário com neve, tranquilo. Ommwriter é isso. Tudo some da tela. Sem avisos de email, notificações de tarefas ou janelas de msn. Desligue o iTunes que a música também fica por conta do software, que é leve, como um mantra de meditação (reparem no nome do software, Ommwriter, já indica que a aura é Zen). Tudo isso para fazer o escritor, jornalista, blogueiro, ou o curioso de plantão, voltar a ficar sozinho com suas ideias e devaneios, promovendo a escrita, em seu estado mais puro.

É fato que a geração Y é a mais ansiosa e mais multi-tarefas que existe, mas será que não é bom fugir um pouco de toda essa agitação do mundo externo, encarnada no desktop do computador? Falo isso já por experiência própria, este pequeno texto saiu de lá, da tela branca. No meio da agência, com pessoas falando ao telefone ao meu redor, alguns escutando música em seus computadores… e eu aqui, na tela branca, escrevendo este post, na “neve”, com meu fone de ouvido.

Termino aqui o post com o video de apresentação do Ommwriter, para você, leitor, apaixonar-se também por essa ideia.

~ Por Maripê


Compartilhe:
  • Twitter
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Tumblr
  • del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Google Bookmarks
  • Add to favorites
  • email

Um sábado na OTSP

“A vida inteira passa pela gráfica, da certidão de nascimento ao atestado de óbito”, resume o Sr. Paraná, mecânico e linotipista de uma das poucas máquinas Linotipo ainda em operação no Brasil. A máquina que ele opera fica na Oficina Tipográfica de São Paulo (OTSP), um museu vivo das artes gráficas que oferece cursos para estudiosos e curiosos da área. Estivemos lá no sábado para fazer o de Composição Manual, onde aprendemos, entre outras coisas, a montar um cartão de visita com tipos móveis.

Trabalhar com os tipos móveis foi praticamente uma terapia. Separar cada letra, pensar nos espaçamentos e linhas exigiu bastante paciência e raciocínio, o que nos fez admirar ainda mais a profissão do tipógrafo. Diferentemente das técnicas digitais de hoje, não era possível desfazer nossas ações com um simples atalho “CTRL+Z” ou mudar a fonte apenas selecionando o texto. É inspirador escolher uma família tipográfica que está separada em gavetas, dentro de cavaletes antigos. Os detalhes são minuciosamente trabalhados e isso torna o impresso uma preciosidade, com um aspecto único e original.

Foi interessante reviver na prática o modo de impressão dos jornais diários realizados há poucas décadas. Como era trabalhoso montar letra por letra, até construir um texto, dar sentido a uma frase. Reviver esse antigo sistema de impressão nos fez enxergar diferentes possibilidades de criação. As origens da criação gráfica com certeza irão influenciar nossas novas criações!

~ Letícia Anguito, Luiza Medeiros & Pauli Caetano


Compartilhe:
  • Twitter
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Tumblr
  • del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Google Bookmarks
  • Add to favorites
  • email

Arte em cartaz

Como cinéfilo, designer e ilustrador amador de cafeteria, sempre me interessei muito pelos cartazes de filmes. Um cartaz marcante pode fazer com que você tenha vontade de ver até mesmo um filme de qualidade duvidosa.

Existem por aí ótimos exemplos de artistas que criaram e criam cartazes que se destacam num universo daqueles com os cabeções flutuantes dos protagonistas e sobreposições fotográficas. Um deles é o artista americano Drew Struzan, que, principalmente nas décadas de 1970 e 1980, criou clássicos memoráveis, como os cartazes da trilogia original de Star Wars, Indiana Jones e De Volta Para o Futuro. Característica marcante do seu trabalho, Struzan usa aerógrafo, acrílica e ajustes finais em lápis de cor, geralmente sobre uma tela de escala 1×1.

No Brasil, também temos o exemplo de Benício, artista gaúcho que criou grande parte dos cartazes mais lembrados no cinema nacional dos anos 1970 e 1980, tais como Trapalhões, Dona Flor e seus Dois Maridos e inúmeros pornochanchadas.

Mas na minha opinião, nada chama mais atenção do que a Escola Polonesa de Poster. Nos anos 1950 a 1990 a distribuição dos filmes na Polônia era feita por uma empresa estatal que não visava lucros com essa atividade, isso gerou um cenário sem impedimentos para que os artistas poloneses adaptassem os cartazes dos filmes para a já caraterística estética local de pôsteres, resultando na criação de verdadeiras obras de arte.

É mesmo uma pena que esse tipo de produção seja tão rara hoje em dia. No entanto, vez ou outra somos brindados com cartazes (ou pelo menos versões alternativas) que voltam a encher os olhos. Um caso recente é o cartaz do ainda inédito Thor, criado por Olly Moss.

~ Johnny Brito


Compartilhe:
  • Twitter
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Tumblr
  • del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Google Bookmarks
  • Add to favorites
  • email

Esculturas em papel

23.03.2011 | Criatividade | 2 comentários

A capacidade de criar verdadeiras obras de arte com o nosso famoso material de rascunho, o papel, não é para qualquer um. E quando falamos nesse assunto, o grande nome é o do escultor americano Jeff Nishinaka, um especialista na área com 28 anos de carreira.

Ele é capaz de criar ilustrações simplesmente incríveis, que nos deixam hipnotizados, utilizando apenas sobreposições de papel (em sua maioria branco). Em pequenos detalhes, tudo é trabalhado com um jogo de luz e sombra, que torna sua obra uma verdadeira escultura, dando a impressão de tridimensionalidade.

Quem não fica atrás nesse trabalho é o brasileiro Carlos Meira, que utiliza a mesma técnica, porém faz muito bem o uso de cores e temas brasileiros em suas ilustrações, enriquecendo visualmente ainda mais o trabalho.

~ Felipe Galante


Compartilhe:
  • Twitter
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Tumblr
  • del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Google Bookmarks
  • Add to favorites
  • email

Nada como o cheirinho de impresso novo…

16.03.2011 | Redação, Yemni | Sem comentários

Mais uma Yemni Magazine está para chegar e esta edição é mais que especial, pois pode se dizer que é uma publicação metalinguística.

Decidimos tratar na nossa revista customizada justamente a arte de se fazer revistas customizadas.  Para isso entrevistamos alguns especialistas da área na seção Yestrategy, que mostra por que esse é um produto que tem muito a oferecer para a comunicação institucional e para a construção de marcas sustentáveis. Apresentamos as revistas customizadas do Grupo CCR, que são os canais mais importantes da comunicação desta empresa com o usuário final. Conversamos também com Paulo Lima, fundador da editora Trip, entre as maiores editoras no ramo das customizadas. E ainda passeamos pelas mostras Veja ilustre passageiro: o Atelier Mirga e os cartazes de bonde e Caprichosamente engarrafada: rótulos de cachaça, expostas no Instituto Tomie Othake até 10 de abril.

Não deixe de ler a sua!

~ Vitor Patoh


Compartilhe:
  • Twitter
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Tumblr
  • del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Google Bookmarks
  • Add to favorites
  • email

Casa com Design

Alguns designers juntam a funcionalidade dos objetos do nosso cotidiano a belas formas e cores, criando produtos que oferecem à decoração da casa um ar mais alegre.  Eu sempre gostei de objetos de decoração e, para mim, quanto mais diferente melhor. Objetos com cores vibrantes contrastando com uma decoração mais sóbria é o meu estilo preferido. Também gosto de unir o Vintage ao moderno.

Quando você tem uma base de decoração sóbria com objetos coloridos, você pode mudar a cor básica da decoração apenas mudando os objetos, não é preciso repintar as paredes nem fazer uma reforma drástica.

Selecionei alguns elementos que unem atributos estéticos e práticos. São objetos relativamente simples que usamos praticamente todos os dias e que têm exatamente essa  proposta: acrescentar alegria na decoração com objetos do cotidiano.

Marca-página de fantasminhas

Porta Durex inspirado no Elvis

Petisqueira em formato de Ctrl + Alt e Del

Moringa

Jogo americano

~ Keylla Stallbaum


Compartilhe:
  • Twitter
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Tumblr
  • del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Google Bookmarks
  • Add to favorites
  • email

Calligraffiti

Decidi falar neste post de um novo estilo artístico chamado Calligraffiti, que é fusão da caligrafia tradicional com a atitude metropolitana do Graffiti – duas das minhas paixões.

Vale destacar dentro do contexto do Calligraffiti o artista Niels ‘Shoe’ Meulman, holandês famoso por utilizar a técnica que já aplicou em diversos materiais e campanhas, além das ruas. Entre os trabalhos que fez, o da Mercedes é um dos meus preferidos, pois mostra a habilidade incrível do artista em traçar as letras.

A arte de Shoe recentemente foi reunida em forma de livro, Calligraffiti – The graphic art of Niels Shoe Meulman, contando sua trajetória na história do grafite europeu.

~ Letícia Anguito


Compartilhe:
  • Twitter
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Tumblr
  • del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Google Bookmarks
  • Add to favorites
  • email

Design brasileiro no topo do mundo

Os primeiros Jogos Olímpicos realizados na América Latina já começaram com o pé direito.
Digo isso, pois fiquei muito feliz em saber que foi eleita a Tátil, uma agência de design, para a elaboração da marca.

A representação da nossa identidade numa brincadeira de rodas, no abraço de uma equipe, nas curvas da nossa arquitetura, o Pão de Açúcar, o Cristo de braços abertos (elemento azul) sobre a baia de Guanabara… É como uma escultura de Lygia Clark que se transforma em brinquedo em nossas mãos, uma tridimensionalidade incrível que convida todos a entrar na marca. Além do dinamismo e tantos outros estímulos que ela pode nos despertar.

É um orgulho ver o design brasileiro no topo do mundo. Surpreendendo e inovando!

~ Vitor Patoh


Compartilhe:
  • Twitter
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Tumblr
  • del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Google Bookmarks
  • Add to favorites
  • email

Arte em Capa

Conheci a editora inglesa Penguin e me encantei com as capas dos Pockets Books da série Great Ideas. Em cada uma, os capistas trabalham elementos do design que tem relação com o contexto histórico e o assunto de cada obra. As cores, a tipografia, o relevo são lindos. Puro design!

~ Pauli Caetano


Compartilhe:
  • Twitter
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Tumblr
  • del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Google Bookmarks
  • Add to favorites
  • email

Tem cabimento

11.12.2010 | Leitura | Sem comentários

É um grande exemplo. Época, a semanal da Editora Globo, publica um blog que se constitui em uma grande fonte de prazer e aprendizado para os amantes e profissionais da produção de revistas.

O Faz Caber — um jargão que os editores adoram jogar para cima dos designers — mostra os bastidores da criação de capas e infográficos da Época, intromete-se no dia a dia da redação sem medo.

Alguns podem achar que a revista se arrisca em dar de bandeja para a concorrência (quase) todos os segredos dos seus designers, infografistas e editores. Mas tudo é revelado de uma forma tão profissional e, ao mesmo tempo entusiasmada, que fica difícil resistir à conclusão de que o pessoal lá faz as coisas com amor e ciência.

Convenhamos, não existe receita melhor para tornar qualquer coisa boa.

E tem mais: a participação do internauta é livre e ele participa. Você não precisa ser leitor da Época.
Eu, por exemplo, não sou.

~ Henrique Ostronoff


Compartilhe:
  • Twitter
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Tumblr
  • del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Google Bookmarks
  • Add to favorites
  • email