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01 Valores sustentáveis
02 Presença que faz a diferença
03 QR Code: conexão direta
04 Entrevista: Marta Sobral Notas
05 Notas



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#08 #09 #10



Estrela do basquete

POR Clarisa gaiarsa

Marca pontos também nas ações sociais





“Decidi, então, dedicar minha imagem e prestígio para a criação e implantação de um programa educacional baseado na prática do esporte.”


Promessa de sucesso aos 14 anos, Marta Sobral deve muito a sua entrada precoce no mundo do basquete. Pouco depois, já competia profissionalmente e, em alguns anos, estava na seleção brasileira. Ao lado de Hortência e Magic Paula, foi medalha de ouro no Pan-americano de Cuba, em 1991, e ganhou medalha de prata nas olimpíadas de Atlanta, em 1996, e de bronze nas olimpíadas de Sidney, em 2000, quando encerrou sua carreira na seleção brasileira.

O sucesso profissional e toda a alegria proporcionados pelo basquete motivaram a atleta a
fazer algo para a sociedade. Assim, surgiu o Lance Livre, um projeto que leva atividades esportivas
a crianças e jovens de São Paulo, de Barueri e da periferia de Diadema com o objetivo de
diminuir os índices de violência e evasão escolar, integrar famílias e elevar a autoestima de seus
participantes. Para sair do papel, o projeto contou com o patrocínio de empresas que compartilham dos mesmos valores e sabem aproveitar ações desse tipo para fortalecer suas marcas, como Telefonica, Bauducco, Intermédica, Piraquê, Brinquedos Bandeirantes e outras.

“Tudo o que ganhei do basquete quero retribuir a elas. Esse esporte mudou muito a minha vida e tenho certeza que vai mudar a vida dessas crianças.”

O que é o projeto Lance Livre?
Marta: O Lance Livre é um projeto desenvolvido para estimular a prática esportiva entre crianças de 7 a 14 anos da comunidade de Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo, uma das maiores favelas da América do Sul. Seu objetivo é mostrar que o basquete, assim como mudou minha vida, é capaz de mudar a vida das pessoas, além de fazer bem à saúde. Ele funciona duas vezes por semana, de manhã e à tarde.

Como surgiu a ideia desse projeto?
Quando me consolidei como atleta do basquete, percebi a força do esporte e o poder da imagem do atleta como influenciador de opinião. Decidi, então, dedicar minha imagem e prestígio para a criação e implantação de um programa educacional baseado na prática do esporte e especialmente desenhado para contemplar uma metodologia que beneficiasse a população mais carente diante de todas as questões sociais que ela enfrentava.

Como ele funciona hoje e qual sua importância?
Hoje, atendemos quase 200 crianças, meninas e meninos. As crianças aprendem a história do basquete e praticam esportes. Além disso, é feito um trabalho com psicólogos e um acompanhamento da frequência e do desempenho escolar. A equipe técnica, supervisionada diretamente por mim, é, também, responsável pelo cuidado e pela avaliação das crianças e adolescentes atendidos pelo projeto. Mais do que tratar da execução do plano de trabalho, essa equipe monitora os resultados, visando os impactos no desenvolvimento dos participantes e sua disseminação futura.

Quem financia o projeto?
Nós dependemos de doações e parcerias com a iniciativa privada. É muito importante, consequentemente, que a imagem das pessoas envolvidas não tenha arranhões, pois para investir dinheiro num projeto e associar uma marca a uma iniciativa, é preciso ter certeza da seriedade dos envolvidos.

O que o Lance Livre representa para você?
Adoro esse projeto. Tomo café na casa das crianças e elas me recebem com muito carinho. Tudo o que ganhei do basquete quero retribuir a elas. Esse esporte mudou muito a minha vida e tenho certeza de que vai mudar a vida dessas crianças.

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